Olá noivinhas!
Acabei de falar um pouquinho do Abril Verde (mês da segurança no trabalho), mas sabiam que Abril também é Azul?
Dia 2 de abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo..

O autismo — nome técnico oficial: Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) — é uma condição de saúde caracterizada por déficit em duas importantes áreas do desenvolvimento: comunicação social e comportamento. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com outras doenças e condições associadas, como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, com vida comum, algumas nem sabem que são autistas.
Ano passado fui diagnosticada com TEA nível 1, que é o nível mais leve e permite que a pessoa leve uma vida “normal”. Desde criança sempre tive uma dificuldade absurda em me comunicar e focar em certas coisas, e também uma grande intolerância a certos tipos de barulhos, o que rendeu muito preconceito da minha família.
Depois do diagnóstico pude fazer um tratamento e tenho notado uma melhora significativa na comunicação!
Mas como o autismo afeta um relacionamento?
Pessoas com autismo leve podem ter um relacionamento amoroso, se casar, ter uma família e filhos. Nos casos leves de autismo o comprometimento ocorre apenas em um segmento, com preservação das demais áreas do desenvolvimento. A vida segue o seu rumo de modo muito próximo ao normal. Os déficits, quando presentes, são de intensidade mínima e geralmente não chegam a comprometer a vida do casal. Apesar de o autismo poder prejudicar o reconhecimento das emoções, as pessoas autistas sentem e experimentam as suas emoções como qualquer um, o que difere é o modo como cada autista vai expressar as suas emoções.
Na minha experiência pessoal, admito que mesmo trabalhando muito nisso ainda há uma barreira grande na comunicação... Muitas vezes enquanto meu noivo fala algo importante, minha mente não consegue focar no que ele está dizendo e na maioria das vezes só consigo expressar meus sentimentos de forma escrita... Mas ter o apoio e compreensão dele me ajudou muito a superar certas dificuldades.
No caso das pessoas com TEA em especial, é essencial que o(a) companheiro(a) seja cúmplice e busque compreender melhor o autismo, ir junto a terapias etc.
Relacionamento é decisão e, quando ambos estão dispostos a fazer dar certo, flui melhor. Relacionamentos amorosos saudáveis e baseados no respeito não só são possíveis para pessoas com TEA, como também são enriquecedores.
E pra inspirar deixo ideias de paletas em tons de azul!


Beijos a todas!