Em fevereiro de 2018, eu havia acabado de ser admitida em um novo emprego numa universidade enorme da cidade de SP. Após alguns meses sabáticos de trabalho e de romances para realização da minha viagem à Europa, estava eu retomando minha vidinha. Uma nova rotina se iniciou e comecei trabalhar em uma sala cujo a parede de frente da minha mesa era de vidro transparente e eu acompanhava a circulação de pessoas.
Diariamente eu via uma dupla subindo as escadas para irem almoçar. Certa vez, um rapaz abre a porta, olha pra mim e diz "Oi! Quem é você?" de uma forma tão simpática e acolhedora que ali mesmo amoleci meu coração. Mas não queria muito papo, afinal, meus últimos tempos com relacionamento não foram dos melhores!
A partir daquele dia, começamos trocar olhares toda vez que ele passava na frente da minha sala. Até que, certo dia, meu colega de departamento comentou comigo: "Milena, sabe quem perguntou se você está solteira?" Já pensei comigo "lá vem bomba...", aí ele "o Francisco, o rapaz que passa lá na frente da sala". Não consegui disfarçar que fiquei contente com aquela informação, mas tentei!
Isso foi em meados de março de 2018.
Trocamos redes sociais e começamos conversar mais intensamente. Até que certo dia, tentando arrumar um dia pra gente sair, eu perguntei "por que não vamos hoje?". Ele saía mais cedo, então teria que esperar. A resposta dele foi tão espontânea! Ele topou na hora e ainda passou numa loja pra comprar uma camiseta nova, estava sem graça de ir de uniforme. Depois de tantas decepções, uma pessoa se prontificou a sair comigo e ainda se preocupou!
Nesta saída, fomos para Av. Paulista. Lá passeamos, conversamos e demos o primeiro beijinho
Dois dias depois, em 19/04/2018, saímos para almoçar e ali ele me pediu em namoro. No dia que eu completava 2 meses na empresa!
Depois disso, enfrentamos a dificuldade de ter que sermos o mais discretos possível, pois minha chefe não gosta de relacionamento amorosos na empresa. Apenas um detalhe: a empresa conta com mais de 4 mil funcionários e muitos são casados! Ou seja, pura implicância! Aqui sempre mantivemos respeito de colegas de trabalho, mas mesmo assim, numa saída do jogo da copa ela nos viu juntos e quando retornamos, dias depois, ela ainda questionou. São prédios e horários diferentes. Enfim.
São 19 meses juntos, mas com 3 meses já falávamos em casar. Nos preparamos para enfrentar a longa caminhada que viria. Hoje, faltam 17 meses para iniciar a mais linda e intrigante etapa de nossas vidas juntos. E mal esperamos para viver isso.