Acho que esse é um tema importante para quem vai se casar e tem filhos do relacionamento anterior. Esse é um tema recorrente dentro da terapia familiar - contudo - é muito extenso para um único post; principalmente pela limitação de caracteres do app (que eu não sei qual é) vou tentar não me alongar demais. Muitas pessoas adoram argumentar sobre como os filhos crescem e saem de casa - e por esse motivo o casamento e o cônjuge sempre devem vir em primeiro lugar; sempre deve ser a principal prioridade. Para terapeutas como Andrew G. Marshall, a priorização conjugal significa que o casal não deve esquecer um do outro depois que se tornam pais. Muitos pais se envolvem tanto na criação dos filhos, que esquecem que também são marido e mulher e não somente papai e mamãe. Isso pode gerar muitos problemas, como, por exemplo, traições, ciúmes e divórcio. Portanto, não devem, jamais, manter o casamento no piloto automático, enquanto os filhos roubam toda a atenção para si. Ele também argumenta sobre como os filhos são mais felizes, quando o casal está feliz, e como a casa tem mais harmonia quando o casal se prioriza. Além, é claro, de criticar a mentalidade que filhos são para sempre e o cônjuge é passageiro. Segundo ele, o cônjuge é uma pessoa que deve te acompanhar até o fim de sua vida, enquanto os filhos estão só de passagem. Então se você não dedicar tempo ao seu casamento, quando seus filhos forem embora, vocês, o casal, serão "estranhos" a casa estará vazia e a família desfeita, já que a base dela (que eram os filhos) se foi. É claro que eu não estou contestando a ideia do casal agir como um casal, e precisar de um tempo a dois para manter o romantismo e o erotismo relação. O problema é que não vivemos no "mundinho feliz dos terapeutas", onde filosofias sem nenhuma metodologia científica podem ser tranquilamente colocadas em prática. Existem famílias verdadeiramente disfuncionais, especialmente as recompostas; aquelas que tem um padrasto/madrasta e um pai biológico. Famílias recompostas disfuncionais são aquelas em que, por exemplo, o padrasto é ciumento, ou não gosta do enteado porque o enteado não é filho dele, e por isso tenta sabotar o relacionamento da esposa com o filho dela. Eles podem tentar convencer o cônjuge, que é pai/mãe da criança, que o casamento deles seria muito mais feliz se os enteados não morassem na mesma casa que eles; ou então que os enteados são mimados, malcriados, insuportáveis e estão atrapalhando o casamento.
Posso citar vários casos de madrastas e padrastos que tentam convencer os parceiros a deixar os filhos do primeiro casamento de lado. Para diminuir a importância dos enteados, eles podem dizer que os filhos vão crescer e ir embora, e ele, o pai/mãe da criança, ficará sozinho(a) porque priorizou os filhos ao invés casamento. Eu me lembro de um rapaz que estava amargurado porque ele via os filhos somente 70 a 90 vezes por ano, e a nova esposa dele exigia que ele passasse um tempo muito grande com ela, comprometendo assim o tempo que ele passaria com os filhos dele. Ela exigia que o tempo livre dele fosse exclusivo para eles dois, então se ele passasse as férias com ela, ele não poderia ver os filhos. Ele disse que ia priorizar os filhos porque parecia coisa certa a fazer. E eu me lembro que ele comentou isso publicamente em um site, e a resposta que ele recebeu de uma mulher que provavelmente era, ou havia sido madrasta, foi: então você vai perder a sua mulher. Aproveite para sempre ser solteiro. Seu filho vai crescer e deixar você para trás, não é uma escolha inteligente. Percebem como esse argumento é coringa? Dizer que os filhos crescem e saem de casa, e por isso o casamento deve ser prioridade, é uma forma de menosprezar a importância do seu filho. Você está assumindo que a sua relação com ele é temporária, enquanto a relação com o seu parceiro é permanente, portanto, relações temporárias são menos importantes do que relações permanentes. Mas como disse Laurie Hollman, essa é uma afirmação espúria porque, na verdade, você será pai para sempre. Independente da idade dos seus filhos, independente do estado civil dos seus filhos, eles continuarão sendo seus filhos. Apesar de materialmente não dependerem mais de você, a relação de afeto e cuidado mútuo continua. Existem famílias onde o padrasto ou a madrasta (especialmente àqueles narcisistas) querem ser a principal prioridade do parceiro porque estão competindo com os enteados. Padrastos não raramente pedem para que a mãe do enteado escolha entre ele e os filhos dela, e quando a mãe é uma mãe de verdade, ela manda o sujeito "ir pastar". Mas, às vezes, essa mãe é daquelas que acreditam que o marido deve vir em primeiro lugar, então isso acontece: "Meu marido não queria meu filho de 8 anos do meu casamento anterior. Ele disse: "Não quero mais cuidar do filho de outra pessoa. Você deve escolher eu ou seu filho". Eu "resisti" muito. Mas meu casamento começou a piorar a cada dia. Meu marido poderia ter me deixado. Então deixei meu filho para os avós dele, porque o pai biológico dele não o queria. Foi a decisão mais difícil da minha vida, mas não me arrependo. O marido deve vir sempre em primeiro lugar. Agora terei um novo filho. Deus me recompensou por minha decisão correta."
(Relato retirado de um site sobre família e bíblia)
Esse relato é um dos muitos exemplos do que pode acontecer quando uma mãe não prioriza o filho. Nessas horas os terapeutas que falam sobre recomposição familiar: Todd gangl e Tammy gangl, instituto Focus on family, Ron L. Deal, Emma Jhonson, Nancy Recker, Dr. Gary e Barb Rosberg, etc. ficam invisíveis. Enfim. Esse relato mostra, na prática, o que de fato acontece quando um adulto prioriza o cônjuge ao invés dos filhos. E não, não ache que o que essa mulher fez não tem nada a ver com a verdadeira priorização, porque é exatamente isso o que acontece na prática. É exatamente isso que chega nas terapias. E com certeza, é nisso que muitos maridos e esposas se apoiam; muitos vão esperar que você apoie eles em situações que você deveria, na verdade, apoiar seus filhos. Se você for o tipo que acredita que o casamento deve ser a prioridade, provavelmente você vai apoiar o seu parceiro por medo de perder o seu relacionamento; pelo menos é isso que milhares de pessoas fazem. Agora querem ver um exemplo do que acontece quando uma mãe prioriza o filho? Vejam: "O pai biológico da minha filha nunca fez parte da vida dela. Minha filha estava em um relacionamento abusivo, então ela precisou vir morar temporariamente comigo e com meu marido, e ele não a tratava bem. E quando ele disse "você precisa escolher eu ou ela" eu escolhi ela, porque ela é a minha filha. A agora estamos passando por um divórcio devido ao egoísmo dele". Viram a diferença entre uma mãe que não prioriza os filhos, para uma mãe que prioriza? Eu mesmo já perguntei para umas 10 mulheres (fora os homens) que diziam priorizar o casamento, o que elas fariam se o cônjuge deles batesse ou maltratasse os filhos dele. Todos me deram respostas evasivas, e a minoria que respondeu de forma objetiva, disse que não, não terminaria. Muitos acreditam que cuidando do casamento estarão, automaticamente, cuidando dos filhos. Isso não é verdade. Você estará cuidando dos seus filhos se você estiver comprometido com a criação deles, e se estiver casado com alguém que também está comprometido com a relação deles, ótimo, maravilha. Do contrário, você pode viver uma linda história de amor, ter um casamento forte, sólido, e estável, mas seus filhos continuarão a sofrer negligência. Parem de acreditar que um casamento feliz, vai fazer seus filhos felizes e seguros. O que fará seus filhos felizes, seguros, confiantes e saudáveis é uma infância livre de violência. Se você puder proporcionar isso a eles por meio de casamento, ótimo, mas não ache necessário. De qualquer forma, se o casamento é importante porque ele vai durar até você ficar velho, temos um impasse aqui. Como dizia o humanista Lawrence Rifkin: Talvez o significado de sua vida como criatura biológica seja fazer bebês e ajudar a garantir a sobrevivência da vida, mesmo para nós, seres humanos, cuja sexualidade não se resume a fazer bebês. É muito importante ter filhos, é através deles que enganamos a morte, é o que sobra de nós quando morremos. Nossos filhos são um pedacinho de nós que continuará vivendo após a nossa morte; é tudo que restaurá. É nosso sangue, nosso DNA, nosso legado; nossos filhos são uma forma de vivermos muitas vidas depois que morremos. Arthur Schopenhauer dizia que os filhos são uma forma de enganamos a morte; simplesmente porque eles são tudo que restará de nós quando partimos deste mundo. A maior contribuição humana é deixar filhos capazes de modificar a sociedade para melhor. Então, quando você ouvir que o cônjuge é alguém que vai te acompanhar até a sua morte, lembre-se: seus filhos são uma parte de você que continuará a viver mesmo depois da sua morte. Não menospreze a importância do seu filho. O valor de uma pessoa não está no tempo que ela mora na mesma casa que você, mas sim em quem ela é. Seus filhos são uma parte de você: jamais renuncie a uma parte de você para satisfazer outra pessoa.
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