
Alfredo levou sua esposa ao médico.
- Qual o problema de sua esposa? disse o Médico.
- Surdez. Não ouve quase nada.
- Então o senhor vai fazer o seguinte: antes de trazê-la, faça um teste para facilitar o diagnóstico. Sem ela olhar, o senhor, a certa distância, fala em tom normal, até que perceba a que distância ela consegue ouvi-lo.
E quando vier – diz o médico – dirá a que distância o senhor estava quando ela o ouviu. Está certo?
- Certo, combinado então.
À noite, quando a mulher preparava o jantar, o marido decidiu fazer o teste. Mediu a bem distância que estava em relação à mulher. E pensou: “Estou a 15 metros de distância. Vai ser agora”.
- Maria, o que temos para jantar? – não ouviu nada. Então aproximou-se a 10 metros.
- Maria, o que temos para jantar? – nada ainda. Então, aproximou-se mais 5 metros.
- Maria, o que temos para jantar? – Silêncio ainda.
Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
- Maria! O que temos para jantar?
- Frango, Alfredo… É a quarta vez que te respondo, homem!
* * *
Meus amigos, às vezes uma cegueira envolve os nossos olhos, e a pior delas é aquela quando não enxergamos a nós mesmos. Nós enxergamos tanta coisa, mas o essencial não; enxergamos os problemas dos outros, os defeitos, as maldades deles, mas não conseguimos ver os nossos defeitos, os nossos limites, nós não conseguimos enxergar aquilo que em nós está errado.
Será que na minha casa quem precisa de conversão não sou “eu”? É como a história da mulher que sabe e fala dos filhos de todo mundo, está vendo a casa de todo mundo cair e não repara que a dela já caiu há muito tempo.
Olhe para a sua vida, repare na tua casa, olhe primeiro para dentro de você. Não queira corrigir, orientar, direcionar ninguém; quando você não consegue orientar, direcionar nem a sua própria vida. Enxergue-se primeiro!
A vida a dois é assim, cuide da sua casa sempre para que ela seja exemplo para outros.
Deus os abençoe.