Hoje ao ler uma história do saudoso Pe. Léo, me fez refletir e querer compartilhar, confesso que fiquei emocionado com a mensagem por trás da história, na vida a dois muitas vezes temos que perder pra poder ganhar, a semente tem que morrer pra poder nascer, é doar-se sem medida, como disse Santo Agostinho: "A medida do amor, é amar sem medida", e Saint Exupéry nos diz "o essencial é invisível aos olhos", e quantos deixam o conjuge sozinho num leito de hospital esperando a morte, é triste saber que no momento que mais se precisa a medida do amor é uma quantia raza, que leva certo alguém a pensar: até aqui eu te amei, daqui em diante não posso mais; é afirmar que o essencial é visível, pobre alma que pensa assim, pois não haverá descanso, já que ninguém é eterno essa alma sempre estará buscando alguém pra suprir sua necessidade até que um dia será substituído para felicidade de outro, isso me fez lembrar de uma reflexão antiga (A esposa ou a amante???) vale a pena ler essa também, Deus os abençoe.

"Um casal vivia o Sacramento do Matrimônio muito bem, vinte anos de casados. Um dia aconteceu um incêndio violento na casa. Os vizinhos chamaram os bombeiros, a mulher e o marido foram ao hospital. Dias depois, os médicos disseram ao marido:
- Nós conseguimos salvar a sua esposa, mas ela está irreconhecível: da cintura pra cima é um engruvinhado de pele, a boca deformada, perdeu um pedaço do nariz, da orelha. Vai ser difícil ajudarmos sua mulher a retomar a sua vida.
Ele disse com voz baixa:
- Eu também sofri muito com esse fogo, estou cego, tenho que usar um óculos especial.
Foram para a casa que ganharam com a ajuda dos parentes e amigos, mas não saíam de casa. Ela ficou totalmente deformada. Viveram juntos mais dezessete anos, quando a esposa veio a falecer.
No velório, qual não foi a surpresa dos parentes e amigos! Ele estava sem os óculos e sem a bengala: não tinha ficado cego. Mas ele sabia que aquela esposa jamais conseguiria sentir-se verdadeiramente amada se soubesse que ele estava enxergando a sua deformidade.
Amar é isso: amar é ter coragem de fazer-se de cego para que o outro enxergue a luz ."