Boa noite noivinh@s lind@s!
Senta que lá vem debatão! Rsrs
Há alguns dias estou bastante reflexiva sobre essa fase do noivado e tudo o que aprendi nesses vários meses que passaram desde o dia que fiquei noiva, em Novembro de 2017. É muito engraçado como a gente imagina toda a coisa de um jeito, e acaba que sai de outro completamente diferente! Tem tantas coisas que saem do nosso controle e a gente nem tem o que fazer, e outras que nos surpreendem.
Nesse período, inclusive desde que entrei aqui na comunidade, li diversos debates e opinei sobre diversos pontos que pensei que jamais pensaria diferente ou agiria diferente, e quando penso sobre isso, vejo a importância de se desvincular de rótulos e quebrar os paradigmas. Por isso, meu debate hoje é uma reflexão principalmente para as novas noivinhas, que às vezes ouvem tantas coisas e vão vivendo essa fase com tantas coisas fixas na mente que depois se decepcionam se algo sai dos conformes.
#1 - Só da pra se casar depois de formado, empregado e estabelecido
Esse é o cenário ideal do mundo ideal. Pena que a gente não vive no mundo ideal, né? Eu e meu noivo nos programamos para casarmos depois de terminada a minha faculdade e a pós-graduação dele, os dois tendo empregos fixos e com salários fixos, e totalmente estabelecidos na vida. O planejamento começou lindo, mas em 1 ano e 4 meses de noivado, posso listar muitas coisas que saíram do plano: meu noivo ficou desempregado, resolveu mudar de área e iniciar uma nova faculdade de 5 anos no próximo ano, começou a tentar um negócio próprio sem salário fixo, eu estou pensando em iniciar um negócio próprio também e nós dois estamos com as contas apertadas. Nós chegamos a pensar em adiar o casamento, mas sempre teria uma nova desculpa, fora que não daria pra esperar mais 5 anos até meu noivo se formar na nova faculdade.
Moral da história: se você ficar esperando a vida perfeita e 100% estabelecida para casar, você não vai casar nunca. Ou pelo menos vai demorar muito mais do que o planejado. Não se case com uma mão na frente e outra atrás, tenha a responsabilidade de saber que vai poder arcar com as despesas de casa, mas não se prenda a esses rótulos tradicionais de final de faculdade, emprego fixo, etc.

#2 - Quem casa, quer casa (própria!)
Em primeiro lugar, isso não é realidade pra todo mundo. Nem todo mundo quer casa quer uma casa fixa; conheci casais que preferiram morar de aluguel a vida inteira (mesmo podendo comprar) porque queriam morar em lugares diferentes, conhecer pessoas diferentes e se mudarem de acordo com os locais onde trabalham. Ninguém é menos casado porque não tem casa própria. E, em segundo lugar, quase ninguém começa com a vida toda feita e com dinheiro suficiente pra já entrar numa casinha nova de cara, sem dificuldades.
Eu e meu noivo compramos um apartamento em 2017 somente pela ânsia da "casa própria". Ele tinha 40m² (um ovo) e ficava num bairro afastado, sem condução por perto, longe dos nossos trabalhos. Mas saímos de boca cheia falando que tínhamos comprado algo nosso. No fim, pagamos com as línguas, pois o financiamento atrasou, acumulou juros, eu ainda troquei de emprego e precisava esperar por uma nova análise do banco, e no fim ficou uma dívida insustentável que nos levou ao distrato. Perdemos uma grana razoável, mas saímos aliviados porque ficaria impossível pra manter tudo. Agora, nós vamos morar um apartamento vazio que meu pai tem aqui em SP e ia nos emprestar por alguns meses até o nosso ficar pronto, esse tempo vai ser indeterminado por enquanto (o plano é sairmos de lá em 5 anos, mas é um plano NOSSO, e não mais pela pressão da casa própria).
Moral da história: quem casa quer ter um teto pra morar, seja alugado, comprado, emprestado, o que quer que seja. Vocês terão muitos e muitos anos juntos pra decidirem o que querem fazer, se mudar, comprar, alugar outro lugar e trocar de opinião mil vezes.

#3 - Casais de padrinhos namorados não podem entrar juntos, só os casados
Eu sempre saí gritando aos quatro ventos que o papel dos padrinhos é fundamental e essencial, que não poderia ser qualquer pessoa, que é arriscado convidar casal de namorados pois podem terminar (especialmente se você não conhece o par da pessoa há muito tempo), e por aí vai.
Pois bem, o primeiro casal de padrinhos que convidei foi o meu irmão do meio e esposa dele, juntos há 7 anos e casados há 2. E foi o primeiro e único casal que se divorciou no meio do caminho. Eles eram o único casal que eu tinha certeza absoluta que não iam separar, que era exemplo de tudo aquilo que eu dizia, e no fim foram os primeiros a se separarem. Eu não vou colocar aqui a dor que meu irmão passou por tudo isso, mas hoje ele tem uma nova namorada (inclusive, que eu me identifiquei muito mais), e ela será minha madrinha no lugar da minha ex cunhada.
Moral da história: pessoas podem se separar a qualquer momento, em qualquer fase da vida, com qualquer status de relacionamento. Se faz bem para o outro chamar o par dele, qual o problema disso? O casamento é naquele momento, e naquele momento os dois estão bem, felizes e testemunhando o seu amor. Não se prenda a esses rótulos na hora de convidar os seus padrinhos.

#4 - Só dá pra casar quando os dois são mais velhos e estão juntos há muitos anos
Eu vou me casar com 23 anos e meu noivo com 26 anos, e com 5 anos de relacionamento. Essa é a MINHA história, porque comecei a namorar nova e preferi terminar outras coisas antes de pensar em casamento (e olha que eu achava que ia casar depois dos 25...).
Minha mãe se casou com 27 anos (uma idade considerada adequada) e se divorciou. Já os pais de uma colega de trabalho casaram-se com meses de relacionamento e estão juntos até hoje. Outra amiga de 29 anos namorou um cara por mais de 5 anos e estava quase noivando, quando terminaram. Outra está casando com 20 anos, mas já tem a vida inteira feita desde o início da adolescência.
Moral da história: cada um tem a sua história, o seu tempo, as suas prioridades. É claro que as chances de um relacionamento duradouro e maduro durar são maiores, mas não dá pra colocar isso como regra. Só você e seu noivo saberão quando chegou a hora e qual a melhor escolha para vocês, por mais que eu ou outras pessoas aqui opinem sobre o assunto. Busque a opinião de pessoas próximas (pais, amigos, familiares) e levem em consideração o planejamento de vocês dois também).

Se eu elencasse tudo o que já mudei de opinião, com certeza este debate seria infinito! Mas separei aqui apenas as 4 principais quebras de paradigmas que tive, e tenho certeza que até o dia do casamento ainda terei muitos outros.
Compartilhem aqui comigo outras coisas que vocês tinham fixas na cabeça e mudaram de ideia! Vamos debater!