Estava em uma pesquisa pela net e vi as 5 razões para não tentar pegar o buquê. Eu ri horrores. Muito, muito, muito engraçado. Confere ai meninas. Isso nunca aconteceu comigo (pq nunca tentei pegar o buquê). E com vocês? Conte um pouco sobre isso.
PS: O texto é grande mais valer a pena se você quiser se divertir.
#5 O RECRUTAMENTO
Você está lá tentando desgrudar o caramelo queimado daquele maldito ouriço de coco dos dentes (já tentou até com o garfo), enquanto a nata da sociedade dança o Créu na velocidade 5, quando a promoter do evento anuncia:
- Atenção mulheres solteiras, é hora do buquê!
E ela faz isso como se anunciasse a chegada do próprio profeta. Os parentes e amigos começam a gritar:
- Vai lá, fulana! Uhuuu! Içaaaaaa!
Isso quando não começam a te empurrar para mostrar o quanto estão torcendo por você. Como se não bastasse, a própria noiva começa a berrar no microfone o nome das solteironas:
- Vem tia Josefa! Vem Malu! Não se esconda, Ana! Sai debaixo da mesa, Maria!
Você ainda tenta se camuflar de cortina, mas, para não parecer antipática ou coisa que o valha, acaba cedendo aos apelos dramáticos das tias, que além de rezar por você, todo ano a fazem comer aquele bendito bolo de Santo Antonio, porque 33 anos e solteira, não dá, né? Cof-cof!
Estou bem com meus gatos, okay?
#4 A FORMAÇÃO DO EXÉRCITO
Então junta aquele monte de mulher, algumas já fazendo alongamento dos membros superiores e esfregando as mãos. E você consegue ouvir os gritos de estímulo: “Vai mais pra frente, Beltrana!”. Tem mulher lá – e você vê nos olhos faiscantes - que realmente quer pegar aquele buquê, e eu, se fosse você, não ficaria no caminho dela. Ela está disposta a matar. Normalmente é a que tem cara de psicopata. Ela não sorri. Claro que também tem meia dúzia de tias encalhadas da noiva na frente do grupo, isso quando não colocam a própria avó, afinal a esperança é a última que morre, já a velha...
Você sabe que esse buquê é meu, Ane Elise!!! Toca nele pra você ver!
Bom, então se formou aquele bolo colorido de saltos , vestidos e cabelos arrumados. A tensão está no ar, você pode sentir. E nessa hora toda a civilização desaparece. É guerra!
Você se posiciona no cantinho mais escondido que consegue, de preferência num ângulo que não saia na foto, porque invariavelmente tem cheiro de vídeo cassetada no ar. Óbvio que a noiva faz aquele suspense antes de jogar o tal do buquê, como se já não bastasse todo o constrangimento. E se você olhar para os lados, vai ver os homens rolando de rir. Isso quando você não foi com o seu namorado e os amigos ficam tirando uma da cara do infeliz, dizendo que ele é o próximo. Ou pior: o próprio namorado a olha e, entre risadinhas, diz que não vai deixar você ir até lá. Como se você realmente quisesse se casar com ele, mas tudo bem.
#3 A BATALHA CAMPAL
Então a noiva joga o buquê. Agora pare! Pegue no bumbum. Pegue no compasso. O buquê vem voando, vem voando, descrevendo uma elipse. Todas estão com as mãos erguidas para o alto, quase em louvor. O buquê não é um simples arranjo de flores, é uma promessa de felicidade para a vida toda. As bocas abrem-se vagarosamente emitindo um grito de guerra. Os saltos levantam-se do chão. Os cabelos voam, ou não, dependendo da quantidade de laquê. A primeira caiu com uma cotovelada no fígado. Duas já perderam um pé do sapato. Uma outra leva uma dedada no olho. As que estavam na frente são empurradas pelas de trás, que usam aquelas como escadas, e lá se vão os penteados caríssimos.
E eis que a psicopata, movida por um impulso genético de procriação e com uma determinação inabalável, dá um duplo mortal twist carpado pra frente e uma voadora (agora dê um zoom no seu rosto, veja os olhos apertados, as bochechas chacoalhando de um lado pra outro e a boca aberta emitindo um “yáááá”) e agarra o buquê com as duas mãos, arrancando-o da mão da melhor amiga da noiva (sim, porque esse é um jogo de cartas marcadas: o buquê é prometido às escondidas já no início da festa, e a noiva sempre dá uma olhadinha pra ver onde sua amiga está antes de jogar).Voltamos à velocidade normal, e a maluca pula de um lado pra outro, de tanta alegria, enquanto as outras se recuperam e saem mancando, cabisbaixas. De toda a cena, só sobrou intacta a avó Alzira, que nem viu o buquê ser lançado e também não lembra o que foi fazer lá na frente, que diabo.
E você, mulher que não gosta de pegar o buquê, onde estava? Dando um passinho pra trás, é claro!
#2 A RETIRADA DAS TROPAS E A FUGA ESTRATÉGICA
Bem, aí você volta para a sua mesa, fingindo a maior decepção do mundo e aguentando os parentes dizendo que não teve determinação suficiente. Pois é, pois é. A gente dá tudo de si, mas infelizmente o adversário estava melhor preparado – você ainda brinca. As tias a olham com pesar. Vai continuar solteira, afinal. Já que não venceu a batalha, lhe resta atirar para outro lado. Você volta à mesa de doces, e troca olhares sensuais com o ouriço de coco. Apesar do danado tê-la feito sofrer antes, você não resiste e volta pra ele.
No momento em que acaba de colocar o doce inteiro na boca, você sente um cutucão no ombro. Vira-se e dá de cara com a noiva, segurando um primo pela mão. O primo tem metade da sua altura, sem salto (você, não o primo). Ela já havia falado dele antes, disse que era um partidão, metido com agrobusiness. Quer dizer, não basta todos quererem desencalhá-la, tem que ser com um partidão. O partidão usa uma gravata roxa de paramécios (aquele protozoário que parece um chinelinho). E olhando bem, ele se parece um pouco com Babe, o porquinho atrapalhado, só que mais cor de rosa. E está segurando uma tacinha de Alexander.
Cê curte corre atrás de um leitãozinho?
E a noiva quer apresentá-lo! Sorte sua não ter pego o buquê. O coitado ia murchar na hora, de desgosto. Só tem uma saída, amiga: morda o ouriço de coco, deixe ele grudar nos dentes da frente e abra aquele sorrisão pro moço. O cupido vai mirar pro outro lado.
#1 AS HISTÓRIAS DO PÓS GUERRA
Todo mundo conhece pelo menos uma história engraçada de buquê. O duro é quando você é a protagonista e em cada casamento que vai as pessoas fazem questão de lembrar o seu vexame.
Agora vou contar: eu já tentei pegar o buquê pra valer duas vezes. Uma foi no casamento do meu irmão, porque tinha até torcida organizada e eu não queria decepcionar. Entrei pra vencer. Levei um pisão no pé daqueles, de salto fino. Quase perdi uma unha. Na segunda vez, eu efetivamente peguei o buquê, e nem precisei me esforçar, ele caiu feito mágica em minhas mãos. Não entendi quando todas começaram a me olhar feio, inclusive a noiva. Segundos depois soube que aquele buquê tinha sido prometido para a avó dela. Não larguei. Não larguei mesmo, a velha que fosse pro espaço, era a minha vez de casar, oras. Mas acabei dando uma rosa pra ela. Burra, quem mandou desfazer o buquê? Deu azar, não casei...
Mas enfim, na atual conjuntura e com a durabilidade dos casamentos modernos, conheço muita ex noiva arrependida que se pudesse voltar no tempo, teria ficado com o buquê e atirado o noivo. Eu entendo.
MATÉRIA: http://www.puxacachorra.com.br/2013/04/5-razoes-para-nao-tentar-pegar-o-buque.html
E vocês? Tem alguma história engraçada sobre tentativas de pegar o buquê?